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tropeçava nos astros desastrada

  • Writer: Fernanda Stocche Barbosa
    Fernanda Stocche Barbosa
  • Apr 11, 2025
  • 1 min read

tropeçava nos astros desastrada

meus tropeços me ferem os joelhos, me ralam as palmas, me desnorteiam

tem tropeços que me deixam no chao, a comer poeira, fazem metade do que em mim é inteira

me partem, repartem, cortam e recortam - um dançar errante de sal e vida

há tropeços que por um triz nao me fizeram da poeira o pó e eu de tao só

pensei nao poder mais me encontrar nas migalhas de pao do caminho da maria e do joao

mas todos eles, ou melhor, alguns deles, ou pelo menos boa parte deles, enfim - alguns tropeços me jogaram adiante

mesmo desastrada

uma tola invertida

uma criança caída

a frente do que pode entender

muitos tropeços foram voos alçados ainda que desesperados 

pra muitos vindos de um amargor desenfreado

mas que ainda me levaram pra mares nunca dantes navegados.

desconheço boa parte do que ha em mim engendrado, coisas que espero poder ser misturado com o passado

que tambem não é verdade nem tampouco imaginado - o presente que tanto buscamos não existe sem os dois.

desconheço e desconfio que em algum lugar enterrado há alguem que sabe mais de mim do que nenhum.

é essa que ouço nos meus sonhos, nos sussurros, rabiscos, nas palavras que nao sei o significado

e no entanto sabe mais de mim do que nenhum

 
 
 

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